Reconstruída em 1717 sobre um antigo templo romano, ostenta uma fachada de grande escala, duas torres sineiras e um interior barroco. Possui um pórtico com elaborado trabalho de cantaria e um altar-mor em talha barroca.
Afastada do centro urbano, a Capela do Mileu é um dos monumentos mais antigos da Guarda. Possivelmente com raízes visigóticas, revela-se hoje num exemplar do período de transição do românico para o gótico. Afirma-se como um ponto importante nos caminhos de peregrinação a Santiago de Compostela.
É um autêntico espaço monumental onde é importante destacar as velhas muralhas, as ruínas do Palácio de Cristóvão de Moura, o pelourinho quinhentista, a igreja matriz, a cisterna medieval e os vestígios que confirmam a existência de cristãos-novos.
Tem no seu interior um São Sebastião patusco, referido por Saramago. No exterior, protegido pelo alpendre da capela, encontra-se uma pintura maneirista provincial representando o calvário.